terça-feira, 15 de março de 2011

Eu te amo, porra

Salve galera!

 Hoje estou aqui não para falar de comida, mas para dedicar essas poucas linhas às dúvidas e as dificuldades que todos nós seres do cromossomo XY temos. Acreditem ou não, nós temos! Não é fácil ser homem e ser sensível, ser moderno mas másculo, não é fácil aceitar e expressar os sentimentos e não ser julgado. Espero contar com a compreensão de todos os meus fellowship friends. O texto a seguir fala por si só e por todos quando da nossa dificuldade de dizer...........................

Eu te amo, porra.



Esperei 42 minutos, tomei seis cafés expressos com raspas de limão e fiquei admirando uma senhorinha cutucar o nariz terapicamente, enquanto folheava um Philip Roth. Ela entrou ainda contrariada de que aquele ataque pirotécnico dentro do supermercado tinha mesmo significado uma infantilidade.

Trouxe um papel da Marlise, a analista fã de Lacan, atestando isso. "Não foi uma infantilidade". Só isso escrito no papel deformado. Fraude. Eu posso acreditar que o Jim Morrison vive gordo e feliz numa chácara na África ou na ascendência do Ameriquinha rumo à primeira divisão nacional. Nunca em psicólogas mulheres que se chamam Marlise. Foi sim uma infantilidade.


Abre flashback:

Eu acudia acessos de carência, ensaiava embates contra ferrenhas tensões pré-menstruais e desenvolvi opinião sobre tudo. A verde ou a branca? Mas é só uma saladeira de plástico, linda. A-ver-de-ou-a-bran-ca? A verde, definitivamente a verde. Homens indecisos não têm vez. Isso é coisa de mulherzinha. Função dela. Ok, paixão, a branca então. Não, não troquei de cor de acordo com seu veto, meu bem. Tu me convenceu, a branca dá sim um quê vintage ao fundo escuro do armário da cozinha. As baratas, tivessem a consciência e o bom gosto do Walter Rodrigues, achariam o máximo. Do "você está caçoando de mim?" se fez o quiprocó, a tal infantilidade que deu em divã.

Fecha flashback.

Quem disse que eu retrocedi e abri mão da razão? Ela então encarou a multidão da rua mais movimentada no pior horário da metrópole. Desviava bonito dos transeuntes, secando lágrimelas do rosto. Lembrava o Edmundo de 97. Nos dribles, não no choro. Faltava algo no nosso amor. Eu amava, de fato e por direito. Administrava dúvidas, dívidas, rejeições e tepeêmes. Eu amava feito um militante. Eu amava feito um cachorro. Eu amava como amava um pescador amordaçado dentro de uma música do Oswaldo Montenegro. Faltava algum troço. Tava estranho isso. Tinha que ver isso ali.

Amor, só, é pouco. Tem que dizer em português. Nada de "ailoviú". I Love You parece aparelho novo da Apple. Tem de ser com tudo. Pode vir, amor. Tu é grande mas não é dois. Cuspindo. Homem só diz que ama em caso de extrema necessidade. É como mijar contra o vento. Não é confortável, mas tem de ser feito.

E a garota correndo no meio das velhinhas da calçada. E os vendedores ambulantes de água mineral. E você atrás - "Eu te amo, pirulitinha de framboesa!" - aos berros. A plenos pulmões. Banhado em desespero. Escorregando nas lágrimas que ela deixa no chão e as laranjas da fruteira que ela derramou inspirada naquele filme do Jackie Chan, que tu obrigou a coitada a assistir enquanto acariciava tua virilha.

Diga que ama, elas precisam escutar. Perguntar é demérito. Mulher não é moto que já se sente amada só em ser montada. Diz alguma coisa, pô. Meu doutor disse que mal não faz. Agora parece tarde. Ela nota seu acento exagerado nas palavras em bemol. O tom sai inconvicto. Homens, não adianta dizer "eu te amo". Elas não se convencem. Mas não se preocupe, em caso de emergência, use o "eu te amo, porra". Elas aceitam caralho também. Mas porra é mais eloquente. E manda mensagens subliminares de possível procriação.

- Eu te amo, porra.

E tudo parou. Ela parou. O táxi prestes a responder por homicídio culposo parou. Uma velhinha parou e até deixou escapar a chapa com dentes. O vendedor de água ficou olhando, perdendo dinheiro. Executivos engomados, beija-flores, aeronaves. Todos ficaram estupefatos com aquele dia atípico em uma grande cidade, cheia de gente desencontrada e só. O dia que uma pessoa gritou no meio da rua pra outra pessoa "eu te amo, porra". Também pudera, coisa rara.




Essa foi a minha homenagem ao meu alguém especial pelo dia das mulheres que não é só dia 08, é todo dia!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Real Deal Burguer do Elvis Costella

Salve Galera! A da vez de hoje é a nossa experiência em um dos novos lugares para se apreciar boa comida em Curitiba: 
  Sei que muitos blogs por aí já devem ter divulgado e comentado sobre o restaurante, mas optamos por aguardar um pouco para que a casa e o serviço se ajustassem e tudo mais, afinal em Curitiba tudo o que é novidade logo fica cheio de gente babando ovo e querendo curtir enquanto dura, nesta cidade novidade passa rápido, e o nosso objetivo aqui no Comer Bem é o da experiência gastronômica e do ambiente em si.

 No Elvis Costella, Elvis Presley não morreu, nem tampouco Janis Joplin, Jim Morrison, Jimi Hendrix, Buddy Holly e tantos outros. No Elvis, axé, pagode e breganejo passam longe, graças a Deus! E passado é futuro e merece ser reverenciado. Palmas para o pessoal do Elvis. Já começamos a gostar quando ao chegar nos deparamos com essa enorme guitarra na fachada...


Na entrada, há uma  réplica da calçada da fama.


 O restaurante atrai pelo visual em todos os pontos, desde que o cliente chega e dá de cara com uma velha bomba de gasolina dos postos norte-americanos, é detalhe e mais detalhe.


  Aí começa a reparar em cada canto de parede, em cada dobra de porta, nos espelhos, no entorno das mesas, nas próprias mesas e onde mais se possa imaginar. Nas paredes, guitarras de músicos ilustres, de Elvis Costello a Gun's N' Roses. No bar, um espelho com desenho enorme do outro Elvis, o Presley. Nos banheiros, pôsteres com mosaicos de figuras ilustres da música e de Hollywood, de todos os tempos. 


 Na culinária, a casa oferece pratos da cozinha contemporânea americana, que incluem peixes e frutos do mar, hambúrgueres e outras carnes, como costela de porco, picanha e carré de cordeiro. E é aí que nosso trabalho começa hehehe.


 Como os meus preferidos são os hamburgueres, advinha para quem sobrou o trabalho de degustar o hamburguer da casa? Sorry folks, é um trabalho árduo eu sei, mas alguém tem de fazê-lo. Em breve a Giu trará para vocês a avaliação da Hawaian Salad. Sem mais delongas então:



 Considerado um dos pratos chefes da casa, o The Real Deal Burguer (hamburguer de 250g red angus, alface, queijo, tomate, pickles) servido no prato, vem acompanhado de uma modesta mas saborosa porção de fritas (valor: R$ 22,00) pão igualmente saboroso e que complementa a experiência de degustar a carne permitindo que essa se sobressaia aos demais ingredientes, muito macia, desmancha ao cortar e agrada muito ao paladar, o queijo derretendo e de sabor suave. Ao mordê-lo é fácil perceber porque, de sabor único, intenso na medida certa, me atrevo a dizer sem receios que é sem sombra de dúvida um dos melhores hamburgueres de Curitiba. 


Vale o preço. Para acompanhar, pedimos chopp Sol (R$ 4,00), e uma porção de Onion Rings (R$ 8,00), e é aí que a experiência teve uma pequena escorregada:


 A porção é boa, mas poderia ser mais generosa e também um pouco mais dourada o que acentuaria mais o sabor, o molho barbecue que acompanha os anéis de cebola é  muito bom mesmo e no final notamos que poderiam estar mais sequinhas, mas nada que desabone tanto assim, porém não as coloca entre as nossas favoritas.



 Nossa Avaliação: Darth Vader tá certo! 


Endereço: Av. Manoel Ribas, 396, Mercês, Curitiba, CEP: 80510020

Horário de funcionamento: 
Terça a domingo: 17h às 23h 
Segunda: não abre 
Preço: $$ - Até R$ 40 por pessoa
Formas de pagamento: Aceita dinheiro. Não aceita cheque. Aceita cartões de crédito American Express, MasterCard e Visa. Aceita débito automático MasterCard Maestro, Redeshop e Visa Electron. Não aceita vale refeição.
Estacionamento: Valet: R$ 10 pelo período em que o cliente permanecer no estabelecimento. Capacidade para 60 veículos. Vagas não cobertas. Tem manobrista
Mais informações: Aberto em 2010. Não tem ar condicionado. Não tem calefação. Tem mesas ao ar livre. Não cobra couvert. Serve vinhos em taça. Tem adega climatizada. Permite que o cliente leve vinhos. Cobra taxa de rolha: R$ 35. Tem sommelier. Tem acesso wireless gratuito.
Telefone: (41) 3045-5454
                                              http://www.elviscostella.com.br






terça-feira, 1 de março de 2011

De dar água na boca: Man vs Food.

Man VS Food
Imagine viajar por um país descobrindo os maiores sucessos da gastronomia local. Esse é o trabalho do Adam Richmann apresentador do Man VS Food. O cara se empanturra de frituras, doces, porções colossais, é uma verdadeira orgia gastronômica!

E ainda tem os desafios, onde ele enfrenta situações do tipo: comer 5 bolinhos mais apimentados do mundo, comer 12 bandejas de ostras em 5 minutos, devorar uma tonelada de batata frita, uma pizza de 60cm de diâmetro e por aí vai!
O cara é fera! Só fico me perguntando como é que ele ainda está vivo comendo tanta junk food??? O colesterol dele deve ser uma coisa absurda! Mas devo admitir que ele come umas coisas bem boas !

O programa passa na Fox Life - segundas e quartas as 22h / terças e quintas 23h - garantia de boas risadas!